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1/21/2014

SER GENTE BOA NO G1 É MELHOR DO QUE SER CUZÃO


Frequento o G1 desde meados de 2007 para ler notícias rápidas, incluindo aí algumas passadas (diárias) no Globo Esporte para me informar sobre o meu time e sobre futebol em geral. Nada além do que outros vários brasileiros fazem todos os dias. Desde então, sempre dei aquela passada nos comentários das matérias, mesmo sabendo que sairia revoltado e com vontade de esganar alguém simplesmente por achar o pensamento dela muito bosta.

Eu nunca havia me cadastrado antes por não ter paciência, mas minha namorada me incentivou e fiz, finalmente, o meu login no portal de notícias da Rede Globo. Estava assim, oficialmente, colaborando com o mundo mágico da 'hater mania', ou mania de falar mal de qualquer coisa, em bom português. Com meu cadastro rapidamente aceito pelo site, logo fui buscar algumas notícias para destilar o meu veneno. E encontrei.

A trasformação corporal de Thaisa, central do Osasco e da seleção feminina de volei, rendeu uma matéria no Globo Esporte, e como em todo e qualquer caso em que uma mulher gostosa aparece em evidência, os comentários não eram nada gentis. Homens e mulheres chamavam a jogadora de gostosa e de puta na mesma velocidade, quando, de repente, observei uma garota dizendo que era melhor que a central. Na hora, não tive dúvidas ao procura-la no Facebook, e graças aos meus dotes de stalker, encontrei a garota e constatei que ela, de fato, não é nem metade da nossa musa Thaisa, o que lhe rendeu um comentário grosseiro de minha parte.



Ok, eu fiz isso apenas para ver se ser cuzão é gostoso, o que de fato não é, apesar de ser engraçado aos olhos dos não envolvidos. Foi apenas um teste nos comentários do G1, o que me levou a buscar notícias mais interessantes – e comentários mais polêmicos.

No entanto ao entrar em uma postagem sobre o prejuízo dos shoppings ao barrar os rolezinhos, vi que, por mais que a minha vontade de discutir com desconhecidos seja maior do que eu, saber que meus comentários serão devidamente mal interpretados e encobertos por opiniões de merda me fizeram usar o G1 de outra forma. Por exemplo, você pode ser um cara gente boa nos comentários, ignorando todos os outros que podem ofender seus princípios políticos e sociais, afinal de contas todos sabemos que discutir na internet não vale a pena.





#SEJAGENTEBOA





1/13/2014

FALA MAL DO "ROLEZINHO" MAS CAUSAVA NO BOCAGE


Sobre os Rolezinhos, me lembro de, por volta de 2005/06, ter vários 'orkontros' nos shoppings de São Paulo. Vários emos se encontravam, bebiam, tocavam suas canções melosas em violões desafinados e voltavam pra casa.
Hoje os 'orkontros' foram substituídos por 'facecontros', mas na real continua a mesma coisa. A grande diferença é que, na época, esses rolês não eram um problema para a sociedade em geral - seja pela menor relevância ou por nunca ter rendido uma manchete.

Centenas de adolescentes colavam nos shoppings de Osasco, Santo André e Guarulhos, além do West Plaza, ali em Perdizes, nos pés da classe média, bebendo, causando, cantando, brigando e isso nunca foi barrado.

Acompanhando diversos comentários feitos no Facebook, observei algumas pessoas afirmando que não tem preconceito quando se barra uma algazarra em um shopping, apenas está se evitando o óbvio, mas o único óbvio que vejo é um monte de moleque de pele parda e que ouve funk sendo barrados por um mero capricho de quem tem medo de pisar no mesmo chão de mármore que um bando de pobres.

Ainda sobre os rolezinhos, basta revirar nossos passados recentes para ver lá a página das tardes de sexta da Galeria do Rock e o after no Bocage, onde centenas de adolescentes bloqueavam corredores e, posteriormente, as ruas e o canteiro de obras na esquina da Rua da Consolação com a Alameda Itú, no coração do Jardins. Deixando para trás muitas garrafas de vinho barato, sacos plásticos do famoso silicone e bitucas de cigarro. Esse rolezinho é um tanto quanto pior do que o que existe hoje, tirando o fato do tom claro das peles, dos cabelos alisados e do rock pouco incômodo que tocava em celulares caros para a época.

Jovens só querem se divertir, principalmente os que não tem acesso ao básico – educação e lazer.